O lobby farmacêutico começa a mexer-se

“Por outro lado, a venda em locais indiferenciados põe em causa uma das funções mais importantes do farmacêutico informar os utentes de como usar racionalmente os fármacos, prevenindo, dessa forma, gastos desnecessários e a ocorrência de intoxicações ou outros problemas de saúde por sobredosagem, explica Marques da Costa. Isto porque, de acordo com o farmacêutico, até mesmo as substância mais vulgares (como o paracetamol, por exemplo) podem causar, se tomadas em excesso ou combinadas com outros medicamentos, patologias crónicas, cujo tratamento pesa no Serviço Nacional de Saúde.”

Este é de todos o argumento mais hipócrita que se pode ter sobre a venda de medicamentos que não necessitem de receita médica em hipermercados.

Eu até compreenderia se esta discussão se pusesse num fármaco como a pilula do dia seguinte, por exemplo, pois poder-se-ia perder a atitude pedagógica que os centros médicos deveriam ter no que ao planeamento familiar diz respeito e aos perigos que uma sexualidade inconsciente pode trazer. E até compreenderia se a discussão se situasse ao nível da formação das pessoas que poderão se tornar mais autodidatas, o que nem sempre é bom, e descurar os cuidados médicos que não são dispensáveis.

É que as coisas ditas assim, até parece que quando vamos à farmácia comprar uma embalagem de Nimed, Jabasulide, Trifene ou Ben-u-ron, o farmaceutico nos pergunta para que é que queremos o dito fármaco. Ou se por outro lado o facto de a venda ser feita apenas nas farmácias nos impede de comprar os medicamentos em doses industriais.

Logicamente que todos sabemos que qualquer medicamento tomado em exesso, faz mal. Não é novidade para ninguém mas daí a insinuar que esta medida é um perigo para a saúde pública e uma sobrecarga para o serviço nacional de saúde cheira a demagogia barata.

Mas vamos entrar em exemplos práticos. O creme d’aveia ou o gel da mesma marca são frequentemente usados em cianças que têm uma doença que origine borbulhas na pele e que seque a mesma em demasia, como a varicela por exemplo. Por que carga de água só se podem vender nas farmácias se na realidade se trata de uma pomada e de um gel de banho com algumas particularidades específicas. Por essa ordem de razão, e discutindo o assunto no absurdo, que é como normalmente se têm as melhores discussões, o dentífrico que tenha vitaminas para as gengivas e o composto anti-tartaro X ou Y, também deveria ser produto de farmácia.

Outro exemplo prático. As farmácias fecham ás 19H normalmente, ás 21H as de reforço e as de serviço estão 24 horas abertas. Se tivermos um bébé em casa e lhe der uma cólica (coisa frequente nos bébés) e descobrirmos que não temos Aero-om, ou outro similar em casa, e se por acaso até passar das 21 horas, temos de pagar a taxa nocturna numa farmácia, coisa que já não acontecia se a venda deste medicamento fosse possível num Hipermercado, dado que não precisa de receita médica. O mesmo se aplica a um bébé-gel, muito usado em bébés que têm dificuldade em evacuar as fezes.

Eu compreendo que os lobbys farmaceuticos se comecem a mexer pois assim acaba-se o reinado da exclusividade, mas habituem-se pois esta prática é comum naqueles países que os mesmos que agora criticam, tanto elogiam quando lhes dá jeito. Que me lembre e para não errar vou citar os que tenho a certeza, EUA, Alemanha, Suécia, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Dinamarca, Holanda, Espanha, Noruega, Luxemburgo, Suiça, Finlandia e Canadá. Deve de haver mais mas acho que estes chegam.

Tudo isto seriam discussões que iriam enriquecer o debate e esclarecer a opinião pública, mas não sou capaz de aceitar uma birrinha de quem vê um exclusivo, a meu ver injustificado, ir por água abaixo.

Agora vou-me enfrascar em Kompensans e Aspirinas. Ouvi dizer que dava uma moca de estalo.

Vale a pena contratar uma empresa de segurança para o condomínio?

seguranca-em-casaEste ano sou o responsável pela gestão de condomínio do meu prédio. Sim, é um frete. Ainda por cima, uma das primeiras decisões a serem tomadas sob a minha “direção”, é se devemos contratar uma empresa de segurança para estar 24h a vigiar as entradas e saídas tanto do prédio, como (principalmente) das garagens.

O facto é que com o aumento da violência nas grandes cidades, aumenta igualmente a apreensão com o nível de segurança. O número de assaltos sobem e os moradores ficam preocupados com a pouca segurança à qual pensam estar expostos. Conheço muita gente que até Deixou de sair à noite, para precaver possíveis chatices.

E é aí que entra a pergunta: vale a pena contratar uma empresa de segurança para o condomínio? Para me ajudar a resolver este dilema, decidi listar os pontos positivos e negativos que me lembrei relacionados com a possível contratação de uma empresa de segurança.

Que cuidados devo ter ao contratar uma empresa de segurança para o meu condomínio?

O cuidado inicial que qualquer responsável pelo condomínio deve ter em linha de conta quando decide contratar uma empresa de segurança, é informar-se sobre a experiência que têm. Uma forma de o saber, é pedir referências da empresa. Desta maneira, ficamos a saber se a são de confiança ou não.

Outra boa ideia é contactar clientes de forma a apurar se a empresa em questão cumpre o estipulado e se já aconteceu algo que mereça mais atenção ou cuidado. Ou seja, uma bom estudo inicial é a melhor maneira de perceber qual será a melhor empresa para ficar responsável pela segurança do condomínio.

Quais são as vantagens de contratar uma empresa de segurança?

Contratar uma empresa de segurança para vigiar o condomínio conduz a um maior bem-estar dos moradores e garante mais confiança para que seja possível, por exemplo, poderem ir de férias descansados por saberem que a sua casa está vigiada. A presença de um segurança na entrada também evita que pessoas estranhas entrem e saiam do condomínio sem qualquer tipo de identificação.

E quais são afinal as desvantagens?

O inconveniente de se contratar uma empresa de segurança está basicamente no custo associado. A verdade é que se tem de avaliar qual é a prioridade: se os moradores dão mais importância à segurança ou ao fator económico.

Vale a pena contratar este tipo de serviço para o condomínio?

Na minha opinião, regra geral vale a pena fazer este investimento. Isto porque ao contratarmos uma empresa, garantimos muitas vantagens tanto para os moradores como para a administração do prédio, entre as quais, o aumento da sensação de confiança nas suas rotinas diárias e mais tranquilidade na saídas e entradas de casa, tanto para adultos como para crianças.

É fundamental fazer a avaliação das vantagens e desvantagens para tomar uma decisão fundamentada para o melhor de todos os que vivem no prédio.